terça-feira, 02 março 2021
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Os incêndios de 2017, uma catástrofe cujas consequências ainda hoje de sentem

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Nota da Direcção da Organização Regional de Leiria do PCP

Assinalam-se, no próximo dia 15 de Outubro, 3 anos dos grandes incêndios em várias áreas florestais do centro e norte do País.

O ano de 2017 ficou gravado na História como um ano negro para a floresta nacional e para as populações da região centro do nosso País, desde logo para o Distrito de Leiria que, em Junho e Outubro, viu arder uma parte considerável das suas florestas. A área total ardida em 2017 atingiu os 510 mil hectares e 114 pessoas perderam a vida nestas catástrofes. Só nos incêndios de Outubro mais de 500 empresas foram atingidas e cerca de 4500 postos de trabalho foram afectados em 30 municípios da região centro. Mais de um milhar de habitações foram ou consumidas ou danificadas pelos incêndios. Os prejuízos ascenderam a quase 300 milhões de Euros.

Independentemente de suspeitas e questões que continuam por esclarecer no que respeita à origem do incêndio no Pinhal de Leiria, e de tentativas por parte de várias forças políticas de tentar encontrar bodes expiatórios para responsabilidades que são da política de direita dos Governos PS, PSD e CDS (tentativas bens patentes na forma como se está a tentar conduzir a comissão de inquérito ao incêndio de Pedrogão), a Direcção da Organização Regional de Leiria (DORLEI) do PCP reitera que aqueles incêndios foram o resultado de décadas de desinvestimento nas florestas e na Mata Nacional, de destruição da agricultura familiar, desvalorização e desinvestimento no mundo rural e de ausência de uma real política pública florestal em Portugal.

A Direcção da Organização Regional de Leiria do PCP não esquecerá, e não deixará esquecer, estas catástrofes e as suas consequências que ainda hoje se fazem sentir na região e que exigem, passado o tempo da propaganda e das declarações de paixão pela floresta, acção concreta e coerente. 

O incêndio na Mata Nacional de Leiria

A DORLEI do PCP recorda as consequências do incêndio que consumiu 86% da Mata Nacional de Leiria e do Pedrogão e grande parte da Mata do Urso, e que se estendeu pelos concelhos da Marinha Grande, Alcobaça e Leiria, incêndio que constitui uma das maiores catástrofes com que o Concelho da Marinha Grande, bem como outros concelhos, estiveram e estão confrontados.

Se, do ponto de vista económico, o incêndio no Pinhal de Leiria significou a perda de importantíssimos recursos do País e a destruição de uma Mata Nacional com 700 anos de história, os maiores danos situam-se no plano social, ambiental e de qualidade de vida de populações que viram arder 2/3 do território do concelho da Marinha Grande.

A dimensão e consequências do incêndio no Pinhal de Leiria são inseparáveis do desinvestimento nos meios públicos para a preservação do modelo de gestão e ordenamento do Pinhal de Leiria e para a sua limpeza, e de condenação à agonia da principal estrutura responsável pelo Pinhal de Leiria - o ICNF - que chegou à inacreditável situação de ter um técnico superior para todo o Pinhal e de cada um dos seus 12 operacionais terem tido à sua responsabilidade uma média de 2000 hectares de Mata.  

Passados três anos pouco ou nada foi feito na Mata Nacional de Leiria 

Passados três anos de muitas promessas e inúmeras manobras de propaganda política, nomeadamente do Governo e da CM da Marinha Grande, quase tudo está por fazer, e o abandono do Pinhal de Leiria é visível na falta de limpeza, degradação de vias (ou mesmo impedimento de circulação), degradação do edificado da Mata Nacional, proliferação de espécies invasoras, entre outras.

Passados três anos é por demais evidente que o Governo não cumpriu com as suas responsabilidades no financiamento e garantia das estruturas e meios para recuperar o Pinhal de Leiria e para mantê-lo e defendê-lo como tem de ser defendido – a mais importante Mata Nacional do nosso País, pública, ao serviço das populações. Ao contrário, as únicas acções concretas do Governo com real impacto no Pinhal de Leiria foram a de vender uma boa parte da madeira ardida, arrecadando o dinheiro para abater no défice e a de abrir as portas à alienação do património imobiliário do Pinhal de Leiria.

14 medidas para a recuperação e revitalização do Pinhal de Leiria

O PCP considera que é tempo de passar das palavras aos actos. É tempo de concretizar decisões já tomadas na Assembleia da República e de dar conteúdo concreto a recomendações e orientações presentes em vários relatórios.

Assim, o PCP considera como prioritárias as seguintes acções:

  • Elaboração de um compromisso, assumido pelo poder central e pelas autarquias envolvidas na área do Pinhal de Leiria, de defesa da propriedade e gestão pública de qualidade da Mata Nacional de Leiria.
  • Definição de um modelo de gestão pública da Mata Nacional de Leiria, participado e fiscalizado por uma comissão de acompanhamento que envolva o ICNF (munido dos meios humanos e técnicos necessários); as Autarquias locais (Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia); Partidos políticos; Associações, Sindicatos e Colectividades, entre outras estruturas.
  • Inscrição no Orçamento de Estado do princípio de que as verbas realizadas com a venda de material lenhoso proveniente do incêndio de Outubro de 2017 no Pinhal de Leiria (e que em 2019 já ascendiam a 13 milhões de Euros) sejam integralmente aplicadas no financiamento de actividades de reflorestação, recuperação, protecção e gestão da Mata Nacional.
  • Concretização pelo Governo da determinação da Assembleia da República de iniciar o processo com vista à classificação da Mata Nacional de Leiria como Reserva da Biosfera da UNESCO, tendo em conta o seu valor histórico, social, cultural e natural.
  • Aprovação e divulgação pública de um calendário de operações, sujeito a monitorização pública, que estabeleça como objectivo concluir a reflorestação de toda a Mata Nacional, num prazo razoável.
  • Criação de um portal electrónico, para divulgação pública das acções, meios, verbas, e resultado da gestão florestal e que inclua a divulgação pública das receitas, compradores e aplicação dos resultados obtidos com a venda de material lenhoso do Pinhal de Leiria.
  • A revitalização e alargamento do Observatório do Pinhal de Leiria, conferindo-lhe um carácter mais democrático, participativo e de ligação às populações, e não uma mera câmara de ressonância institucional, com um funcionamento mais transparente e sujeito a escrutínio público.
  • A suspensão imediata das componentes do projecto Revive Natura relativas ao património imobiliário do Pinhal de Leiria, até que esteja finalizado e discutido publicamente o plano de reflorestação, recuperação e valorização do Pinhal. 
  • A criação, por decisão do Governo e com atribuição das verbas necessárias, do Museu Nacional da Floresta na Marinha Grande, na dependência do Ministério do Ambiente e com financiamento do Orçamento do Estado, nas instalações do Parque do Engenho.
  • A concretização imediata de um plano de combate às consequências directas do incêndio, nomeadamente de combate a espécies invasoras, de preservação e fixação de solos; de protecção e preservação de cursos de água, de forma a garantir que a regeneração natural se possa fazer nas melhores condições mantendo a matriz original do Pinhal com predominância do Pinheiro Bravo. A plantação de árvores nas áreas onde tal já seja aconselhável, passados que estão três anos, e de acordo com o plano de reflorestação previamente discutido.
  • Investimento no reforço da estrutura do ICNF para a Mata Nacional de Leiria com a contratação de mais técnicos superiores; de “capatazes” e técnicos operacionais e com a reactivação do corpo de guardas florestais afectos ao ICNF - acompanhado de medidas laborais, de valorização salarial e incentivos à fixação de morada destes profissionais – bem como com aquisição de viaturas, máquinas de grande, média e pequena dimensão, assim como sistemas de comunicação, vigilância e monitorização científica para uma gestão eficiente da Mata Nacional de Leiria.
  • A abertura de todas as vias rodoviárias no Pinhal de Leiria, com reparação dos pisos e criação de condições de segurança, nomeadamente com a remoção de material lenhoso, e de árvores que ponham em causa a segurança rodoviária.
  • Abertura de um processo de consulta pública para definir e concretizar um programa de usufruto popular da Mata Nacional de Leiria que contemple questões como: A manutenção e valorização de vias rodoviárias; a construção de novos parques de merendas e de descanso e revalorização dos existentes; a abertura de circuitos e infra-estruturas para práticas desportivas; a definição de programas de educação ambiental e de preservação das florestas, nomeadamente para crianças, com a utilização de infra-estruturas já existentes; a criação de infra estruturas para a cultura, o associativismo, entre várias outras, no Pinhal de Leiria .
  • Definição e financiamento público de um sistema de transporte público direccionado para o usufruto popular e valorização da Mata Nacional de Leiria tirando partido das suas belezas naturais, estruturas instaladas e potencial turístico e tendo em conta a importância da recuperação de elementos identitários do Pinhal como o é o “Comboio de Lata”.

O PCP continuará, como tem feito ao longo dos últimos anos, a exigir que o Governo português assuma todas as suas obrigações na recuperação e valorização dos territórios afectados pelos incêndios de 2017 e em particular na preservação da Mata Nacional de Leiria.

Nesse sentido, o PCP informa que o candidato à Presidência da República, João Ferreira, visitará no próximo Sábado, 17 de Outubro, durante a manhã, o Pinhal de Leiria e realizará na Marinha Grande, pelas 11:00h, no Auditório da Resinagem, uma sessão pública dedicada ao tema: “Defender os recursos naturais e as florestas nacionais”.

13 de Outubro 

A Direcção da Organização Regional de Leiria do

Partido Comunista Português  

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DESPEDIMENTO COLECTIVO NA SPAL

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Tal como o PCP previa, em comunicado publicado nos últimos dias do mês de Julho, o pior cenário para os trabalhadores da SPAL – Sociedade de Porcelanas de Alcobaça, S.A. - está a concretizar-se.

No referido comunicado, o PCP afirmava: “Sabe o PCP, pela experiência que tem, que esta suspensão em massa de contratos de trabalho é apenas o início de uma caminhada que tentará colocar muitas dezenas de trabalhadores no desemprego livrando-se a empresa de cumprir escrupulosamente com os direitos consagrados dos trabalhadores.”

O PCP não adivinha o futuro, mas os seus quase 100 anos de história permitem-lhe fazer uma avaliação realista destes processos. Mais uma vez, o PCP não se enganou!
No caso concreto – os despedimentos na SPAL - nem mais uma voz se ouviu! Quando todos desaparecem nas altas temperaturas de um Verão amargo para muitos trabalhadores, o PCP nunca lhes faltou, intervindo e denunciando os problemas sentidos e reclamando por soluções.

A SPAL, mesmo depois de ter recebido apoios públicos, aderindo ao regime de Lay-Off, teve o desplante de não pagar 85% do valor dos subsídios de férias e agora promove um despedimento colectivo de 38 trabalhadores! Como se não bastasse, ainda criou o clima “necessário” para que mais 30 trabalhadores se vissem na contingência de aceitar uma rescisão por mútuo acordo, não lhes garantindo o que era seu por direito.

O PCP repudia tal decisão, garantindo que continuará a intervir sobre esta matéria quando e onde for necessário.

O PCP reitera que os trabalhadores da SPAL são parte da solução e não, tal como a administração quer fazer querer, o principal obstáculo para o equilíbrio da empresa.

Os trabalhadores da SPAL podem contar com o PCP para fazer valer os seus direitos e podem ter a garantia de que não estão sozinhos nesta luta!

O PCP continuará a ser o principal garante da defesa dos trabalhadores e do povo, da sua valorização, da soberania nacional e dos interesses do País!

7 de Setembro de 2020
As comissões concelhias do PCP de Alcobaça e da Nazaré

 

 

 

 

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Já se prepara a Festa de Verão na Foz do Arelho!

 

Festa de Verão

Está em curso a preparação da Festa de Verão do PCP na Foz do Arelho, agendada para o próximo dia 12 de Julho. A iniciativa, realizar-se-á como habitualmente numa ampla zona de pinhal nas margens da Lagoa de Óbidos, junto ao Penedo Furado.

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No terreno decorrem desde o passado dia 20 de Junho actividades de limpeza e desbaste de vegetação, entre outras. Nas organizações do Partido discutem-se as novas medidas de segurança e higiene, e tomam-se um conjunto de medidas de organização da iniciativa.

A Festa de Verão sofrerá este ano algumas alterações no contexto do surto epidémico da COVID-19, nomeadamente com a não realização do habitual almoço (a iniciativa terá início pelas 14:00); com o controlo de entradas e saídas do recinto do evento; com a limitação do número de pessoas; e com a montagem de uma esplanada de acordo com as regras da DGS, alem de medidas especificas de desinfecção e limpeza.

Haverá espaço, ainda assim, para um pequeno “mercado” de produtos regionais e algum artesanato, simbolizando o compromisso do PCP com a produção nacional e regional;  para uma banca de livros reafirmando o compromisso de sempre do PCP com a cultura; um pequeno bar e ainda outras formas de convívio que assegurem o total cumprimento das normas de protecção e higiene.

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A Festa terá um momento musical com Nélson Rodrigues e Joaquim Raminhos que interpretarão música portuguesa ligada à luta dos trabalhadores e do povo. A iniciativa culminará com um momento político em que intervirão dirigentes nacionais e regionais do PCP.

Com esta iniciativa o PCP pretende demonstrar novamente que é possível manter a intervenção política e o direito ao lazer, cumprindo as regras sanitárias que o actual momento exige. É com esta convicção e empenho que a limpeza e preparação do terreno continuarão nos próximos dias, com a valiosa contribuição do trabalho voluntário de camaradas e amigos do Partido, e que nas organizações do Partido no Distrito de Leiria se prosseguirá a preparação e mobilização.

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Grande jornada de contactos com os feirantes do Mercado de Santana

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No passado Domingo, o PCP deslocou-se ao Mercado de Santana numa importante jornada de contacto com os Feirantes, de modo ouvir os seus -problemas e divulgar as propostas que tem vindo a apresentar na Assembleia da República em defesa do sector.

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Ao contrário das grandes cadeias de supermercados, as feiras e os mercados foram encerrados durante o período de pandemia, conduzindo ao agravamento das dificuldades do sector e do desespero dos feirantes.

O PCP não só alertou oportunamente o Governo para a dramática situação dos vendedores feirantes, que desempenham um papel fundamental na dinamização de economias locais e no abastecimento às populações; como também apresentou no início deste mês um Projecto de Lei com medidas específicas para atenuar as pesadas perdas de rendimento bem como para apoiar a retoma da sua actividade.

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Foi neste sentido que, numa jornada conjunta das Organizações Regional de Leiria e Santarém, o PCP contactou com dezenas de Feirantes do Mercado de Santana, tendo ficado patentes as dificuldades e justas reivindicações que estes ainda enfrentam, mesmo após a reabertura do recinto. As perdas de rendimentos, que no mínimo atinge os 50%, e o sentimento de abandono por parte do Governo foram apenas algumas das muitas queixas e denúncias que os feirantes partilharam com o PCP.

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O surto epidémico da COVID-19 veio agravar um contexto que já era aflitivo antes da chegada do vírus. Uma consequência de longos anos de desvalorização e de falta de reconhecimento pelo duro trabalho levado a cabo por milhares de homens e mulheres do sector feirante. São necessárias, portanto, respostas a problemas antigos e recentes, que assegurem a dignidade da profissão e agora medidas adicionais de protecção sanitária do seu exercício.

É por isso que, para além da reabertura generalizada dos mercados e feiras do país, o PCP defende no seu Projecto de Lei uma linha de apoio à beneficiação de recintos de feiras e mercados; apoio fiscal nos combustíveis; levantamento das restrições no acesso aos apoios já decididos; a atribuição de um apoio mensal no valor mínimo de €438,81 ao rendimento de microempresários ou empresários em nome individual; e a suspensão este ano do Pagamento por Conta em sede do IRC e devolução dos valores em dívida às MPME's.

Depois de meses de quase total interrupção da actividade, estas são medidas urgentes que o PCP teve a oportunidade de divulgar junto dos feirantes do Mercado de Santana. Ao PCP coube também o papel de apelar à união e organização dos Feirantes, de modo a terem a força necessária para lutar pelos seus interesses e fazer frente aos ataques contra o sector.

Nesta importante jornada, o PCP reafirmou aos feirantes que podem contar com a intervenção do Partido na defesa da sua actividade e dos seus direitos. Num momento sensível e de enormes dificuldades, o PCP voltou a dizer presente junto daqueles que não podem ser esquecidos.

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Deputados do PCP no Parlamento Europeu concluem Jornadas de Trabalho no Distrito de Leiria

Nos passados dias 5 e 6 de Junho os deputados do PCP no Parlamento Europeu, João Ferreira e Sandra Pereira, percorreram os Concelhos de Pombal, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Caldas da Rainha e Peniche num intenso programa de contactos, diálogos, reuniões, encontros e iniciativas no Distrito de Leiria, designadas por “Jornadas de Trabalho”.

João Ferreira e Sandra Pereira realizaram, em dois dias, 20 iniciativas em que contactaram com mais de uma dezena de áreas da vida económica e social do Distrito de Leiria.

    SESSÃO PÚBLICA MARINHA GRANDE 5 JUNHO 2

Os deputados do PCP realizaram encontros com as seguintes entidades e grupos profissionais:

  • Trabalho e direitos dos trabalhadores - Reunião com 12 Sindicatos do Distrito de Leira e com a União de Sindicatos de Leiria
  • Micro Pequenos e Médios Empresários e situação económica na região - Reuniões com as Associações Comerciais e Industriais da Marinha Grande (ACIMG), Leiria (ACILIS e Nazaré (ACISN), e com a NERLEI (Núcleo Empresarial da Região de Leiria)
  • Sector da Pesca e Pescadores - Visita ao Porto de Pesca para contacto com pescadores; Encontro com o Sindicato da Pesca do Centro e Reunião com a ANOP Cerco.
  • Agricultura e Mundo Rural - Encontro com Agricultores, Compartes e Regantes do norte do Distrito de Leiria, com a União dos Agricultores do Distrito de Leiria e com a Associação de Compartes do Barrocal.
  • Marisqueio e Questões Ambientais - Encontro com mariscadores da Lagoa de Óbidos.
  • Produção local e comércio local - Contactos com os vendedores do Mercado Municipal da Marinha Grande
  • Saúde e Serviço Nacional de Saúde - Encontro com profissionais dos hospitais do Oeste e de Leiria e de Centros de Saúde e com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.
  • Protecção Civil, Bombeiros e Protecção da Floresta - Encontros com os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha e com o Comandante Distrital Operacional de Leiria (CDOS)
  • Cultura - Encontro com agentes, profissionais e artistas da Cultura nas Caldas da Rainha
  • Mulheres e Igualdade - Encontro com o Movimento Democrático de Mulheres - Distrito de Leiria
  • Movimento Associativo - Encontros com colectividades e associações nos concelhos da Marinha Grande e da Nazaré.
  • Movimento Cooperativo – Visita e encontro com a Direcção da COOPOVO, Cooperativa do Povo da Marinha Grande
  • Ciência e Desenvolvimento Científico - Visita ao CETEMARES - Centro de Investigação e Reunião com a Presidência do IPL.

Os dois deputados do PCP, que foram acompanhados por vários Dirigentes Nacionais e Regionais do PCP, realizaram também uma Sessão Pública na Marinha Grande subordinada ao tema "A União Europeia e a defesa dos direitos, da saúde, dos serviços públicos e da produção nacional", onde intervieram além João Ferreira e Sandra Pereira, Ângelo Alves, membro da Comissão Política do Comité Central, responsável pela Organização Regional de Leiria do PCP e André Martelo do Secretariado e Executivo da DORLEI do PCP, responsável pela Organização Concelhia da Marinha Grande .

    SESSÃO PÚBLICA MARINHA GRANDE 5 JUNHO 8

Nas conclusões das Jornadas no Distrito de Leiria, os deputados do PCP salientaram a necessidade urgente de medidas concretas e eficazes de defesa dos interesses dos trabalhadores do Distrito, em especial a necessidade central de repor o pagamento dos salários a 100%, o respeito pelos horários de trabalho e outros direitos que estão a ser postos em causa em várias empresas e locais de trabalho do sector privado e público. Salientaram ainda a necessidade de um decidido combate à precariedade que está na origem de uma grande parte dos despedimentos entretanto verificados.

    USLEIRIA1

Perante o surgimento de surtos epidémicos em empresas do Distrito – como é o caso da ESIP e da Central Fruteira no Bombarral – o PCP sublinhou três aspectos: a necessidade de serem cumpridas e fiscalizadas as orientações da DGS em todas as empresas do Distrito; a criação de condições para que os trabalhadores se possam deslocar em condições de higiene e segurança sanitária, nomeadamente com o aumento das carreiras rodoviárias; e a necessidade de testagem dos trabalhadores independentemente do seu vinculo laboral, sobretudo em sectores marcados pela precariedade e sub-contratação.

    SINDICATOS DO DISTRITO DE LEIRIA 6 JUNHO LEIRIA 1

O PCP alerta também para a muito complexa situação de milhares de micro, pequenos e médios empresários da região, cuja parte significativa não teve acesso às medidas implementadas pelo Governo, com foi relatado por várias associações comerciais. Nesse sentido o PCP considera que devem ser adoptadas medidas que invertam a actual tendência de concentração de apoios nas grandes empresas. Chama ainda a atenção para a situação do comércio local e dos pequenos lojistas dos centros comerciais a braços com graves problemas e imposições.

  ACILIS LEIRIA 6 JUNHOASSOCIAÇÃO COMERICAL SERVIÇOS NAZARÉ 2ASSOCIAÇÃO COMERCIAL MARINHA GRANDE 6 JUNHO 1

Os deputados do PCP sublinharam também a importância de uma aposta decidida na produção nacional, nomeadamente em áreas fundamentais como a alimentação, a indústria, energia, entre outras. Destacam a necessidade de medidas especificas de apoio e estímulo aos pescadores e agricultores do Distrito, bem como de estratégias de promoção do princípio “consumir local, produzir local”, nomeadamente de promoção do consumo nos mercados municipais, comércio local e estruturas cooperativas.

VENDEDORES MERCADO MARINHA GRANDE 6 JUNHO 7ANOP CERCO 5 JUNHOMARISCADORES LAGOA ÓBIDOS 5 JUNHOPORTO PESCA PENICHE 5 JUNHONERLEI LEIRIA 6 JUNHO 2VENDEDORES MERCADO MARINHA GRANDE 6 JUNHO 2

Na área da Agricultura o PCP tomou conhecimento de vários problemas como as dificuldades de escoamento e o efeito de problemas como a proliferação de Javalis, para os quais é necessária a intervenção do Estado.

  AGRICULTORES E ASSOCIAÇÕES AGRICULTURA POMBAL 6 JUNHOCOOPOVO MARINHA GRANDE 6 JUNHO 1

Das reuniões realizadas ficou ainda mais evidente a importância do investimento nos diversos serviços públicos, nomeadamente no Serviço Nacional de Saúde, elemento central para garantir segurança e condições de vida para os trabalhadores e as populações.

Sobre a questão do Serviço Nacional Saúde foi sublinhada a necessidade de um sério investimento nas estruturas do SNS no Distrito de Leiria, cujas fragilidades estão hoje mais evidentes, apesar da notável resposta dada, determinada em grande parte pelo empenho e dedicação dos profissionais da saúde.

   PROFISSIONAIS SAÚDE 5 JUNHO CALDAS RAINHA 2

Neste sentido o PCP reitera duas propostas fundamentais: a construção de um novo Hospital no Sul do Distrito, sem encerramento dos Hospitais das Caldas da Rainha e de Peniche, e o investimento no reforço da rede de cuidados primários de saúde, que como foi transmitido ao PCP foi fundamental para um acompanhamento e prevenção de proximidade à propagação do coronavírus. Sublinha ainda a necessidade de contratação de mais médicos e enfermeiros, e da valorização salarial dos trabalhadores do SNS, com destaque para os enfermeiros e auxiliares.

Chamando a atenção para vários sectores que estão a ser profundamente afectados com as consequências do surto epidémico da COVID 19 - como é o caso dos trabalhadores da cultura, trabalhadores com recibos verdes, trabalhadores sazonais, trabalhadores independentes, entre vários outros - os deputados do PCP sublinharam a necessidade de alterar políticas que, como transmitido nos encontros realizados, continuam a beneficiar sobretudo os grandes interesses económicos e a deixar para trás dezenas de milhares de pessoas no Distrito. Na reunião com artistas e agentes culturais foi patente a necessidade não só de maiores apoios mas também da adopção de medidas que combatam a precariedade generalizada no sector cultural.

ARTISTAS E PROFISSIONAIS CULTURA 5 JUNHO CALDAS RAINHA 2NAZRE

Na área da Protecção Civil, Bombeiros e Protecção da Floresta o PCP saúda o papel que as estruturas e forças da protecção civil tiveram e continuam a ter no combate ao coronavírus. Chama a atenção para os perigos que persistem no quadro do início da chamada época de incêndios, nomeadamente no Pinhal Interior Norte e Mata Nacional de Leiria, onde as medidas necessárias continuam, três anos após as catástrofes, por concretizar.

   BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS CALDAS RAINHA 5 JUNHO 3pinhal 2

O PCP sublinha mais uma vez a necessidade de um programa integrado de desenvolvimento económico e social para o Distrito de Leiria. Como é hoje evidente algumas das razões de fundo que estiveram na origem de catástrofes como os incêndios de 2017 mantêm-se, nomeadamente no plano do abandono do mundo rural, desertificação do interior norte do Distrito e ausência de medidas de ordenamento territorial, florestal e de protecção estrutural da floresta a par com o desinvestimento nos serviços públicos nesta região.

O PCP reuniu ainda com o Movimento Democrático de Mulheres, onde foi informado de vários problemas específicos das mulheres, nomeadamente a prevalência do desemprego – a maioria dos novos desempregados são mulheres – a regressão em vários aspectos dos direitos das mulheres – são elas que por terem salários mais baixos são empurradas para ficar em casa no acompanhamento aos filhos –; a discriminação crescente das mulheres no acesso ao emprego e o flagelo da violência doméstica que afecta na sua grande maioria as mulheres.

    MDM DISTRITO LEIRIA LEIRIA 6 JUNHO

O PCP chama a atenção para a situação do Movimento Associativo em vários Concelhos do Distrito de Leiria, a braços com graves dificuldades financeiras. Em muitas situações trata-se de estruturas das quais dependem trabalhadores e que têm neste contexto um papel fundamental para a coesão social em vários concelhos. O PCP irá continuar a acompanhar esta realidade e irá defender a criação de apoios e medidas específicas para apoiar e salvaguardar o movimento associativo de base popular.

   MOV ASOCIATIVO MG

Os deputados do PCP fizeram também questão de realizar visitas que valorizam exemplos positivos. Nesse sentido realizou uma visita ao CETEMARES onde é visível a articulação da ciência com os interesses da comunidade e da economia local (nomeadamente na área da economia do mar) e onde o Instituto Politécnico de Leiria tomou a decisão de pôr em funcionamento um laboratório de análise de Testes COVID, numa demonstração clara da importância das instituições públicas do ensino superior e investigação científica na resposta ao interesse nacional e das populações.

    CETEMARES PENICHE 5 JUNHO 1CETEMARES PENICHE 5 JUNHO 2

Os problemas, questões, aspirações e reivindicações recolhidas nesta intensa jornada de trabalho dos deputados do PCP no Distrito de Leiria serão agora alvo da intervenção institucional do PCP na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, bem como no plano autárquico, seja para denunciar situações, mobilizar apoios ou pressionar políticas que enfrentem os complexos problemas existentes.

9 de Junho de 2020

O Gabinete de Imprensa da DORLEI do PCP  

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