sexta-feira, 24 setembro 2021

Posições Políticas

Sobre a questão da "IVIMA"

ivima13  Em conferência de imprensa realizada no Centro de Trabalho da Marinha Grande dia 31 de Julho, o Executivo da Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP avaliou a decisão da Câmara Municipal de viabilizar a construção do armazém de produto acabado que a empresa Barbosa&Almeida pretende levar a efeito na área ocupada pela “IVIMA”, bem como os condicionamentos a que a referida viabilidade fica condicionada.      Em defesa da indústria e dos postos de trabalho. O Concelho tem conhecido um agravamento da situação económica e social. São maiores as dificuldades para os trabalhadores e aumentaram as falências e os encerramentos, com mais intensidade na cristalaria. A economia local atravessa uma situação de crise em resultado das políticas de direita dos últimos anos. O actual Governo do PS/Sócrates continuou, ampliou e aprofundou os factores de crise. A obsessão com o défice público e o cumprimento das metas do Pacto de Estabilidade e Crescimento de matriz neoliberal, a redução crescente do poder de compra das populações, as altas taxas de juro, o aumento da carga fiscal, o desinvestimento nas funções sociais do Estado, a quebra acentuada do investimento em obras públicas, os obstáculos criados ao investimento das autarquias locais, a iniquidade do sistema fiscal e os altos custos da energia são factores que têm contribuído para a retracção da economia, com graves consequências para o tecido económico e social. A indústria do vidro/cristalaria entre 2004 e 2006 viu desaparecer cerca de 650 postos de trabalho, quase todos em processos de encerramento de empresas. Em 2006, encerraram, para além de outras de menor dimensão, duas das maiores empresas que operavam neste sector: a Dâmaso e a Marividros, já no ano de 2008 foi a vez da Canividro e da VitroIbérica (ex-Marividros).Nos últimos anos milhares de trabalhadores perderam os postos de trabalho. O Executivo da Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP avaliou a decisão da Câmara Municipal de viabilizar a construção do armazém de produto acabado que a empresa Barbosa&Almeida pretende levar a efeito na área ocupada pela “IVIMA”, bem como os condicionamentos a que a referida viabilidade fica condicionada. O PCP congratula-se pela forma como a Câmara Municipal da MG conduziu o processo e pelo facto de ter previamente auscultado todos os vereadores e partidos representados na Assembleia Municipal, condição essencial para um melhor conhecimento do processo, e para uma tomada de posição mais consciente e fundamentada. Neste quadro o PCP dá o seu inteiro apoio à deliberação tomada, por quanto ela serve não apenas os interesses de uma das mais importantes empresas do concelho, contribuindo deste modo para a consolidação e desenvolvimento do tecido económico e social, ao mesmo tempo que resolve o problema de degradação contínua das instalações e do património arquitectónico da “IVIMA”  e a sua actual utilização como antro de tráfico e de toxicodependência. Foi com espanto e perplexidade que tomamos conhecimento do voto contra do PS e da declaração de voto proferida, impregnada de demagogia e mentira, e em termos pouco próprios para o exercício de cargos públicos.Tanto mais estranho e incompreensível quanto numa abordagem anterior, há cerca de 4 meses, em reunião do Executivo Municipal sobre a pretensão da Barbosa&Almeida resultou uma posição unânime dos 7 elementos que compõem o Executivo, bem como o conjunto de condições e condicionalismos a apresentar à empresa. Afinal este PS quer ou não resolver problemas do concelho? Ou prefere pôr em causa e dificultar a decisão tomada pela Autarquia CDU, numa matéria de tão grande responsabilidade e importância para a consolidação e reforço da indústria e manutenção dos postos de trabalho no nosso concelho? Quanto à insinuação dos vereadores do PS, de poder ser inviabilizado o acordo com o Estado para o alargamento da zona industrial, ficamos a saber que mais uma vez o PS rege-se única e exclusivamente por objectivos eleitoralistas ao deixar transparecer a ameaça, em detrimento do desenvolvimento do concelho. Da parte do PCP queremos deixar claro que a exemplo de outras matérias, não hesitaremos um momento que seja na defesa dos interesses da Marinha Grande. Estamos certos que os Marinhenses também sabem defender as suas gentes e a sua terra. Podem contar com a acção e intervenção do PCP, como sempre! 

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