quarta-feira, 19 fevereiro 2020
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PCP condena declarações da Directora Regional de Cultura do Centro

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Nota do Secretariado da Direcção Regional de Leiria do PCP

A DORLEI do PCP manifesta a sua indignação pelas declarações da Directora Regional de Cultura do Centro, Celeste Amaro, proferidas ontem na apresentação da programação do Leirena Teatro, elogiando a falta de apoios do Estado às artes, nomeadamente às artes performativas, com expressões que denotam um profundo desrespeito pelo conjunto dos artistas, companhias de teatro e outras estruturas artísticas que com inúmeras e enormes dificuldades desenvolvem esforços notáveis para promover a cultura, a sua fruição e produção.

As declarações da Directora Regional da Cultura são inaceitáveis a todos os níveis. Ao congratular-se com o facto de uma companhia de teatro conseguir apresentar uma programação sem quaisquer apoios do Estado, e ao referir que por isso “não incomodam a administração central” Celeste Amaro assume claramente a defesa da ausência de apoios do Estado às estruturas artísticas não profissionais.

As declarações de Celeste Amaro são ainda mais deploráveis quando desfere, por comparação, um ataque às companhias de teatro profissionais com tiradas incompatíveis com as suas responsabilidades políticas, e que irresponsavelmente iludem o facto de as companhias profissionais de teatro do Distrito de Leiria viverem enormes dificuldades resultantes do subfinanciamento e da burocracia.

A DORLEI do PCP informa que o Grupo Parlamentar do PCP irá entregar na Assembleia da República um requerimento para chamar Celeste Amaro à Comissão da Cultura da Assembleia da República para explicações sobre as suas declarações e confrontará o Ministro da Cultura com o conteúdo inaceitável das declarações da Directora Regional.

A DORLEI do PCP expressa o seu apoio e solidariedade aos artistas, companhias de teatro do Distrito de Leiria que, apesar do crónico subfinanciamento das artes, nomeadamente das arte performativas, desenvolvem um enorme e meritório esforço em defesa da cultura e reafirma a sua determinação em prosseguir a luta e intervenção política visando o necessário e urgente reforço do investimento do Estado na Cultura.

Marinha Grande

08 de Março de 2018

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12ª Assembleia da Organização Concelhia de Peniche

Realizou-se no dia 3 de Março de 2018, Sábado, a 12ª Assembleia da Organização Concelhia de Peniche do PCP (XII AOCP). Os mais de 30 delegados que compuseram a Assembleia de Organização discutiram e aprovaram por unanimidade uma Resolução Política que contém as principais orientações de trabalho e intervenção do PCP no Concelho de Peniche para os próximos três anos; e elegeram, também por unanimidade, a nova Comissão Concelhia de Peniche que dirigirá a organização concelhia nos próximos três anos.

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David Brás, membro da Comissão Concelhia de Peniche proferiu a intervenção de abertura da XII AOCP, na qual procedeu à prestação de contas do trabalho realizado pelo PCP no Concelho de Peniche desde a ultima Assembleia e apontou os principais objectivos de trabalho, intervenção e reforço do Partido que a Assembleia viria a aprovar e que estão contidas na Resolução Política aprovada.

Nas intervenções proferidas pelos Delegados estiveram presentes as maiores prioridades do trabalho e intervenção do PCP nomeadamente: a luta dos trabalhadores e o fortalecimento da organização do PCP nas empresas e locais de trabalho, designadamente com a criação de novas células em diversos locais de trabalho; a realidade das pescas no Concelho, a luta dos pescadores e a intervenção do PCP neste sector; a estruturação do PCP no plano local com a dinamização de comissões de freguesia; o trabalho com os reformados, pensionistas e idosos; o reforço da independência financeira do Partido; a difusão da imprensa partidária; o trabalho de propaganda e a Festa do Avante.

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A XII AOCP procedeu a uma análise da evolução da situação política no Concelho de Peniche, nomeadamente no plano autárquico, e traçou orientações para a ligação às populações, estímulo ao movimento associativo e unitário, e intervenção autárquica. O PCP analisou a nova gestão autárquica da Câmara Municipal de Peniche, tendo destacado a falta de rumo estratégico que 4 meses após a tomada de posse dos novos órgão autárquicos marca a realidade do Concelho. O PCP reafirmou a determinação em prosseguir uma intervenção autárquica próxima das populações e dos seus problemas e de trabalhar para recuperar as posições perdidas nas ultimas eleições autárquicas, nomeadamente a Presidência da Câmara de Peniche.

A XII AOCP aprovou uma Moção sobre a Fortaleza de Peniche que sublinhando que "Peniche e as suas gentes ganham com a decisão de instalar na Fortaleza o 15º Museu Nacional da Resistência e da Liberdade", expressa simultaneamente a "preocupação pelo facto da candidatura ao Programa Portugal 2020 ainda não estar aprovada, facto que está a impossibilitar o arranque das obras de conservação e restauro necessárias à instalação do museu nacional".

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A XII AOCP foi encerrada por Ângelo Alves, membro da Comissão Política do Comité Central, responsável pela Organização Regional de Leiria. O dirigente do PCP considerou que a XII ACOP tomou importantes decisões na direcção do reforço do Partido e que "Este partido que sai hoje desta assembleia é um Partido determinado em seguir em Frente, coeso e unido, que não se deixa nem condicionar nem intimidar". Referindo-se à evolução da vida política nacional Ângelo Alves sublinhou que "A realidade evidencia que não há caminho alternativo que não seja o da ruptura com a política de direita das últimas quatro décadas e a construção de uma política alternativa, patriótica e de esquerda", e que "Essa política alternativa indispensável ao País tem de ser conquistada pela intervenção e luta dos trabalhadores e do povo, pela mobilização da vontade de todos os democratas e patriotas, pelo reforço do PCP."

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PCP Peniche comemora 97º Aniversário do PCP

A Organização Concelhia de Peniche comemorou no Domingo, dia 4 de Março, os 97 anos de luta e de vida do Partido Comunista Português. 

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No Almoço Comemorativo, onde participaram mais de 70 pessoas, intervieram Vasco Cabral, da Direcção Nacional da JCP; Rogério Cação, Vereador da CDU na CM de Peniche; Ângelo Alves, Membro da Comissão Política do CC e responsável pela Organização Regional de Leiria e João Oliveira, Presidente do Grupo Parlamentar do PCP e membro da Comissão Política do CC. 
 
 
Na sua deslocação ao Concelho de Peniche João Oliveira efectuou ainda uma visita ao Museu da Serra D'el Rei a convite do Executivo daquela Junta de Freguesia.
 
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Declaração Política - Assembleia Municipal da Nazaré, 23 Fevereiro 2018

Sem Ttulo
 A CDU elege o tema da Cultura como “trave mestra” que suporta a declaração política que hoje apresenta a esta assembleia. Nesse sentido, queremos aqui destacar o importante papel que poderá ter a reactivação do Cine-Teatro da Nazaré, no futuro do panorama cultural do concelho.
 
Valorizamos esta opção política, porque é exactamente disso que se trata – uma opção deliberada de canalizar verbas públicas para criar condições “mínimas” para a fruição da Cultura – base elementar e direito constitucional de cada cidadão português.
Aos seus responsáveis queremos reconhecer o esforço e a tentativa de criar dinâmicas culturais continuadas no tempo, que devem primar pela qualidade. A reactivação daquele espaço é, e sempre foi, uma “exigência” inscrita nos programas eleitorais da CDU para o concelho da Nazaré nos últimos actos eleitorais autárquicos.
 
No entanto, criadas que estão as condições de partida, iniciado que foi o caminho, devemos almejar a construção de um plano cultural ambicioso, com objectivos mensuráveis de curto, médio e longo prazo e os respectivos planos operacionais para os alcançar. Um plano que deve ser construído colectivamente, ouvindo o que as forças políticas aqui representadas têm para dizer nesta matéria e contando com a voz, criatividade, experiência e capacidade de resistência das estruturas associativas que se têm dedicado à cultura neste concelho. Logo, impõe-se, e recomenda desde já a CDU, que este executivo crie de imediato, a exemplo daquilo que já existe para o Desporto, o Conselho Municipal para a Cultura.
 
Se esse for o caminho, por certo que daremos em conjunto um contributo fundamental para que uma verdadeira revolução cultural, que urge fazer, aconteça no concelho da Nazaré. Criando redes de espaços culturais, formais e informais, descentralizando as iniciativas culturais por todo o concelho e reactivando o movimento associativo cultural que perde espaço, dimensão e capacidade de trabalho com a crescente municipalização de “tudo”.
 
Será, portanto, indispensável para trilhar este caminho, reforçar as verbas para a Cultura, aproximando-a daquilo que é destinado à área desportiva. Hoje, temos um fosso enorme, e inaceitável, entre aquilo que são as opções políticas municipais para o desenvolvimento do Desporto em detrimento da Cultura. Por isso, a CDU recomenda que se criem as condições necessárias para destinar 1% do orçamento municipal para a Cultura, o mais brevemente possível.
 
Se nada se alterar, tememos pelo futuro do concelho e pelo futuro da democracia local. Pois estaremos a preparar uma sociedade esvaziada de profundidade de análise, alienada por não ser confrontada com a pluralidade de abordagens e interpretações sobre a mesma matéria e por não se questionar sobre o que se coloca à própria condição humana e à sua circunstância.
 
Estaremos a preparar uma sociedade acrítica e a nivelar por baixo aqueles que a constituem agora e que a constituirão amanhã. Uma sociedade que seguirá cegamente líderes medíocres, populistas, com tácticas falso-moralistas, com estratégias de vitimização e discursos incendiários. Líderes que não precisarão de escrever uma linha, abraçar uma causa ou entregar a vida à “coisa” pública.
 
Basta escolher o momento certo, a estrutura ideal e um orçamento robusto! E o futuro é hoje, aqui e agora!
Uma sociedade esvaziada de Cultura, assume vertigens de desenvolvimento que não existem de facto se esmiuçarmos e dissecarmos aquilo que não passa de propaganda. Uma sociedade subtraída de Cultura é uma sociedade que aliena os seus direitos e olvida os seus mais elementares deveres inerentes a quem vive em interdependências constantes.
 
Uma sociedade sem Educação não se estrutura do ponto de vista do conhecimento. No entanto, Educação sem Cultura, que lhe confere espírito crítico. É uma sociedade à mercê da voracidade do populismo e do capitalismo selvagem. Aliás, só servirá para replicar e tornar natural o modelo de aceitação da exploração por parte dos explorados.
 
Tal como referia o grande pedagogo Paulo Freire: “Não basta saber ler que: 'Eva viu a uva'. É preciso compreender qual o papel que Eva ocupa no seu contexto social, quem mais trabalha para produzir a uva e quem é que lucra com esse trabalho.”
Logo, apostemos na Cultura se queremos salvar este concelho da mediocridade e da barbárie geral! Podem contar com a CDU para erigir esse edifício!
 
Nazaré, 23 de Fevereiro de 2018
O Grupo Municipal da CDU na Assembleia Municipal da Nazaré

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