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Produção, Emprego, Soberania - Libertar Portugal da submissão ao Euro

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Criado em domingo, 26 fevereiro 2017, 18:42


Organização Regional de Leiria do PCP inicia campanha sobre produção, emprego e soberania.

Deputado Miguel Viegas visitou o distrito de Leiria.

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A Organização Regional de Leiria (ORLEI) do PCP deu, no passado sábado, início à campanha «Produção, emprego, soberania. Libertar Portugal da submissão ao Euro»

A ORLEI marcou o primeiro dia desta Campanha com a realização de várias iniciativas e visitas nos concelhos de Pombal, Leiria e Marinha Grande, nas quais participaram Miguel Viegas, deputado do PCP no Parlamento Europeu; Ângelo Alves, membro da Comissão Política do CC e responsável pela Organização Regional de Leiria; Filipe Rodrigues, membro do Comité Central e da DORLEI, bem como outros dirigentes regionais e locais do PCP.

Um intenso programa.

Durante a manhã de Sábado, dia 25/02, a delegação do PCP deslocou-se ao centro da cidade de Leiria para, acompanhada de dirigentes e activistas locais do PCP, realizar uma ronda de contactos e reuniões com comerciantes locais, onde foram abordados os problemas relacionados com a crise no comércio tradicional e medidas para a combater.

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A comitiva do PCP partiu depois para Pombal onde participou num almoço com agricultores desse concelho e activistas do PCP.

A cidade de Pombal foi ainda o palco da principal iniciativa da jornada inicial da campanha do PCP. Às 15:00H, meia centena de pessoas aguardavam já o início do Debate “libertar Portugal da submissão ao Euro; renegociar a dívida; controlo público da banca” que, presidido por Fernando Domingues, membro da DORLEI e responsável pela organização concelhia de Pombal do PCP, contou com a participação de Miguel Viegas e Ângelo Alves.

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Ao final da tarde de Sábado a comitiva do PCP dirigiu-se para a Marinha Grande onde, acompanhada por vários dirigentes da Comissão Concelhia da Marinha Grande, reuniu com a recém-eleita direcção da Cooperativa de Consumo – COOPOVO , visitou as instalações desta importante estrutura cooperativa da Marinha Grande e contactou com os seus associados e trabalhadores.

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Quatro meses em defesa da produção, dos direitos e da soberania.

A Campanha, que até ao final do primeiro semestre de 2017 se desenvolverá por todo o Distrito, assim como por todo o País, levará aos vários concelhos, locais de trabalho e sectores produtivos, as propostas do PCP para um novo rumo de desenvolvimento económico e social, no quadro da alternativa patriótica e de esquerda que o PCP propõe.

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No Distrito de Leiria a campanha será desenvolvida em jornadas temáticas das quais a DORLEI dará nota brevemente quando da apresentação pública da programação da Campanha.

Tirar partido dos recursos do País e do Distrito de Leiria

Portugal, pese embora os avanços verificados desde as últimas eleições legislativas que, com a intervenção do PCP, permitiram recuperar parte dos rendimentos e direitos roubados pela troika e pelo anterior governo do PSD/CDS, encontra-se fortemente condicionado no direito ao desenvolvimento, fruto dos 2 constrangimentos associados à dívida externa, à União Europeia e em particular ao Euro, que obstaculizam uma verdadeira po lítica alternativa de desenvolvimento que rompa com o ciclo de estagnação económica, endividamento, enfraquecimento do tecido produtivo e de desigualdades.

Como ficou bem patente nos contactos realizados neste primeiro dia da campanha do PCP, Portugal precisa de políticas orientadas para a dinamização do aparelho produtivo, das MPME’s e do comércio local. Políticas assentes na valorização do trabalho, na dinamização da economia nacional e nas diversas potencialidades e recursos regionais, e numa distribuição mais justa da riqueza criada. Políticas, que como décadas de dita “integração europeia” comprovam, colidem com as regras da União Europeia que inibem os estados nacionais de intervir da economia. É neste sentido que a proposta do PCP de renegociar a dívida pública, libertando recursos para a nossa economia, de libertar o país das amarras do Euro e de promover o controlo pública da banca, representam condições primeiras para a necessária resposta aos grandes problemas do nosso País.

Portugal tem recursos suficientes para garantir a sua soberania e independência e para desenvolver políticas de relacionamento externo comercial mutuamente vantajosas e consentâneas com o interesse nacional.
Para tal é necessário romper com as políticas do passado que favoreceram a concentração de capital, como ficou bem evidente nos contactos realizados relativos aos efeitos no comércio local de Leiria decorrentes da concentração da grande distribuição e do licenciamento de grandes superfícies e ainda da inexistência, na prática, de medidas locais e nacionais de apoio e estimulo ao comercio local.

Em relação ao sector da pesca, as potencialidades do País (que tem a maior Zona Económica Exclusiva da Europa), e do Distrito de Leiria (onde se encontram importantes portos de pesca como Peniche e Nazaré), continuam subaproveitadas e condicionadas por decisões externas na gestão dos recursos e da frota pesqueira nacional.
As consequências da integração de Portugal na União Europeia no sector da agricultura ficaram igualmente expressas no encontro com agricultores, nomeadamente por via do esmagamento dos preços pagos ao produtor e às importações cada vez mais volumosas de bens alimentares que põem em causa a soberania alimentar de Portugal.

Para o PCP, não basta falar na defesa da agricultura de forma geral e vazia, como o fazem outros partidos. O PCP defende um modelo de produção agrícola baseado na pequena e média agricultura familiar, como única forma de garantir uma coesão social e territorial, combatendo a desertificação.
A criação de condições para promover circuitos curtos, nomeadamente locais e regionais, de produção e comercialização, deveria representar uma trave mestra das políticas de dinamização do aparelho produtivo (nomeadamente nas áreas agrícola e das pescas), devidamente articulada com uma política de apoio ao comércio local, com especial destaque para as cooperativas de consumo que como é o caso da COOPOVO, que persiste em demonstrar que são possíveis modelos alternativos de consumo.

26.02.2017
O Gabinete de Imprensa
da Direcção da Organização Regional de Leiria do PCP

 

 

 

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